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O nome Grinders, para aqueles
que de alguma forma se envolveram com a música punk
na década de 80, sempre esteve associado à
cultura do skate. Isso se deve ao fato da banda e seus integrantes
enxergarem o nome, sobrenome e atitude presentes no esporte
como fonte vital de inspiração e energia para
sua música. A partir da união de duas bandas
que atuaram no início da década de 80, surgiu
o único grupo brasileiro da história a ser
oficialmente adotado pelos praticantes do esporte. Em 83,
quando alguns dos membros das bandas Inimigos da Ordem e
Holocausto se reuniram pela primeira vez, surgiria aquilo
que mais tarde acabaria ficando conhecido como Grinders.
O nome de uma manobra não poderia deixar de se adequar
ao estilo e proposta da banda de forma tão perfeita.
Desta forma, surgiria oficialmente no ano de 84 na região
do ABC paulista uma nova banda de punk rock completamente
influenciada pelo skate punk californiano da década
de 80.
Como a formação do grupo possuía skatistas
locais, o rótulo de banda de “skate rock”
ou “skate punk” acabou surgindo naturalmente
e tudo o que os integrantes puderam fazer foi aceitar o
rótulo. Eles possuíam o quesito necessário
para se encaixar no gênero: uma banda formada por
skatistas que produzia música punk. Isso aconteceu
em uma época onde o
cenário da música e o movimento punk em si
encontrava-se em plena efervescência devido às
atividades realizadas pelos principais grupos punks da época.
E assim como várias outras bandas da época,
o Grinders também deixou suas marcas a começar
pelo seu primeiro registro oficial, a coletânea Ataque
Sonoro.
Pobreza, ex-baixista, atual vocalista e único membro
original do grupo relata; “Apesar de termos tocado
em outras bandas antes, nunca havíamos entrado em
um estúdio de gravação. Essa havia
sido a primeira vez e naquela época era tudo muito
mais difícil que hoje em dia. Não haviam equipamentos
adequados como se encontra na maioria dos estúdios
de hoje”. Após a boa repercussão e impressão
causadas pela coletânea e a demo, faltaria pouco para
que o grupo fosse convidado a gravar seu primeiro e durante
anos, único álbum. Foi então que, em
1987, o Grinders registrou em 16 canais no estúdio
Vice-Versa sob a produção técnica de
Redson (Cólera), as 12 faixas do álbum que
leva o mesmo nome da banda. O álbum pode ser considerado
uma obra de arte da história do punk brasileiro e
é sim, a maior e talvez única referência
para o skate punk produzido em toda história da música
underground do Brasil.
Em outras palavras, um grande clássico. Faixas instrumentais
à lá Agent Orange como “Grinders”
e “Homem Aranha” marcaram época e hinos
como “Skate Gralha”, “Destrua Um Monstro
Nazista”, “Serviço Militar”, “Ruas
de Soweto”, “Puta Vomitada”, “Como
é que Pode” e “Minha Vida”. Estava
tudo ali; letras irônicas sobre a repressão
do período pós-militar, indagações
sobre o modo de vida e trabalho operário, destruição
do fascismo e descrições sobre o prazer de
estar em cima de um skate.
Por isso Grinders é “skate punk na veia”!
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| www.grinders.com.br |
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